Pilotos de Sines iniciam a formação em modelos tripulados
Dando provimento ao plano de formação que vem sendo desenvolvido pela PLT o CA autorizou a deslocação em condições muito favoráveis a Port Revel, instituição líder mundial no treino de pilotos em modelos tripulados.
A localização privilegiada oferece um lago com 5 ha, com cerca de 70% de zonas com águas pouco profundas, zonas de corrente em 50% da área, zona de criação de ondulação com uma extensão de 750 mts, possibilidade de criar vento até aos 40 nós, perto de 50 cais diferentes e 7kms de canais.
No que diz respeito aos modelos, Port Revel, oferece 11, todos à mesma escala (1/25) que vão desde os 38 000 aos 400 000 de DWT conseguindo-se as configurações de navios tanque, contentores, LNG’s e de passageiros.
Para analisar a evolução dos modelos no lago existe um sistema DGPS – Differential Global Positioning System – que permite recorrendo a um computador monitorizar e analisar o exercício, permitindo efectuar melhorias e correcções.
A formação conseguiu alcançar e até mesmo superar os objectivos.
As condições de trabalho são excelentes, não tendo sido possível neste curso utilizar todas as potencialidades do lago, modelos e equipamentos, pelo facto de termos frequentado um curso básico, com as condicionantes que são do conhecimento geral, que tenta cobrir o máximo possível de aspectos relacionados com a manobra. A dimensão e layout do lago possibilita diferentes áreas para evolução das manobras fazendo com que não hajam tempos mortos ou “excessos” de tráfego.
A experiência e capacidade pedagógica dos formadores é outro dos aspectos fundamentais, todos são pilotos reformados de diferentes origens, o que faz com que tenham uma noção dos requisitos que deverão ser levados em linha de conta na formação de um piloto. Durante os exercícios não interferem nas manobras (a não ser em situações extremas e à excepção da manobra do “efeito de pistão”), ocorrendo alguns encalhes, colisões, e abalroamentos, permitindo ao piloto explorar todas as potencialidades.
A importância destes cursos prende-se com o facto de, apesar de a grande maioria dos aspectos teóricos já ser do conhecimento de todos, não existe a possibilidade de os verificar na prática pois nenhum piloto, armador ou Autoridade Portuária autorizaria qualquer tipo de experiências com um navio real e os riscos que lhe estão associados. Com a utilização dos modelos temos uma percepção mais real do navio (chegam a existir avarias consideráveis) para além de os modelos criarem uma sensação de respeito pois chegam a ter 13,5 mts de comprimento e 14 toneladas de peso. Outra das vantagens dos modelos relaciona-se com a escala. Como tudo se passa 5 vezes mais rápido, obriga o piloto a ter uma capacidade de resposta e previsão dos acontecimentos ainda mais rápida do que na situação habitual, bem como elevados níveis de concentração. O factor tempo também permite efectuar um maior número de exercícios pois aquilo que são 35 horas em tempo real em termos práticos corresponde a 175 horas.

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