Viana do Castelo pede "celeridade" nos fundos europeus para avançar com acessos ao porto

A Câmara de Viana do Castelo aprovou, por unanimidade uma moção a enviar ao governo pedindo "celeridade" nas candidaturas aos fundos do Portugal 2020 para a construção dos acessos rodoviários ao porto de mar da cidade.

Questionado pelos jornalistas no final da reunião ordinária do executivo, o presidente da Câmara, José Maria Costa afirmou que o documento vai ser enviado ao ministro da Economia, ao secretário de Estado dos Transportes e à Comissão de Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN.

"O que nós pedimos nesta moção é que haja celeridade na abertura de candidaturas aos fundos do Portugal 2020 para que os acessos rodoviários ao porto de mar possam ser rapidamente construídos", sustentou o autarca socialista.

José Maria Costa adiantou saber da existência de "contactos entre o Ministério da Economia, a CCDRN e o presidente do Instituto das Estradas de Portugal onde esta intenção está sinalizada".

"O que nós pretendemos é que seja acelerada para que possamos, no menor tempo possível, criar condições para que uma das portas de saída das exportações do nosso distrito seja melhorada", frisou.

Em fevereiro passado, numa reunião da Assembleia Municipal de Viana do Castelo, o presidente do conselho de Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), Brogueira Dias, anunciou para 2016 a conclusão da construção dos acessos rodoviários ao porto de mar de Viana do Castelo, num investimento de cerca de sete milhões de euros.

Na altura, adiantou que "a grande maioria" das expropriações de terrenos necessários à empreitada "está concluída", mas disse que "ainda falta expropriar uma verba significativa, na ordem dos dois milhões de euros".

A nova via rodoviária, com menos de dez quilómetros, ligará o porto comercial ao nó da A28, em São Romão de Neiva, permitindo retirar o tráfego de pesados do interior de vias urbanas, num projeto avaliado em cerca sete milhões de euros, concluído desde 2008.

Quanto ao financiamento da obra, Brogueira Dias explicou que vai ser repartido pela APDL, pela Câmara de Viana do Castelo e, "uma grande fatia" pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), através de fundos comunitários.

"O financiamento foi a grande dificuldade deste projeto face à impossibilidade de acesso a fundos comunitários. Com esta parceria foi ultrapassada essa questão", sustentou.

A construção dos acessos rodoviários ao porto de mar é reivindicada há mais de uma década.

Segundo dados avançados por aquele responsável, em 2014 o porto de mar de Viana do Castelo movimentou meio milhão de toneladas de carga, quando em 2000 movimentava mais de um milhão.

Uma quebra com reflexos nas receitas daquela estrutura que fechou as contas do ano passado em situação deficitária.

"A faturação não foi suficiente para suprir todos os encargos que o porto tem. Havia dificuldades económicas que tinham que ser ultrapassadas", afirmou na ocasião.

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