Portos portugueses. Quatro anos a bater recordes
A carga movimentada nos sete principais portos do continente em 2014 atingiu 82,5 milhões de toneladas, que é "o valor anual mais elevado de sempre", mais 4% que o volume registado em 2013, revela o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) na síntese de dezembro. Este crescimento foi impulsionado pela atividade dos portos de Setúbal, Aveiro e Leixões.

O IMT refere que os portos nacionais têm crescido continuamente nos últimos quatro anos, batendo sucessivos recordes anuais. "O fenómeno da superação de valores máximos no volume de carga movimentada pelos portos observou-se sucessivamente nos últimos quatro anos, período em que o crescimento acumulado atinge os 27%", informa o instituto.

No entanto, o crescimento do movimento da carga verificado em 2014 deveu-se aos portos de Setúbal, Aveiro e Leixões, que registaram, respetivamente, variações de 15%, 13,5% e 4,1%. Os portos de Sines e da Figueira da Foz também registaram variações positivas, embora de expressão inferior à média, de 2,9% e 1,9%, respetivamente.

Comparativamente a 2013, as únicas variações negativas foram registadas no volume de tráfego dos portos de Lisboa, que diminuiu 1,6%, e de Viana do Castelo, que caiu 7,9%.

Sines movimenta quase metade da carga nacional
Por volumes absolutos, e ao nível do posicionamento relativo entre os vários portos, Sines manteve a posição cimeira, sendo responsável por 45,6% do total de carga movimentada, seguindo-se Leixões com 21,7%, Lisboa com 14,4% e Setúbal com 9,8%.

O movimento de contentores atingiu 2,52 milhões de TEU (um TEU é a unidade padrão correspondente a um contentor com 20 pés de comprimento) em 2014, superior em 14,8% ao valor registado em 2013. O IMT considera que este é "também o valor mais elevado de sempre neste segmento de tráfego".

A nível da carga em contentores, os maiores crescimentos face a 2013 verificaram-se nos portos de Setúbal (mais 46,8%), Sines (mais 31,9%) e Leixões (mais 6,3%).

Neste segmento de carga, os recordes máximos anuais têm sido sucessivamente ultrapassados "nos últimos cinco anos, período no qual o volume de TEU praticamente duplicou", refere o IMT, "tendo, no entanto, mais do que duplicado nos portos de Sines e de Setúbal de 2012 para 2014".

Lisboa e Viana do Castelo são perdedores
O porto de Lisboa terminou 2014 com uma quebra de 8,7% comparativamente a 2013. O porto de Viana do Castelo, onde o tráfego de contentores tem pouco significado, registou uma quebra de 61,8%.

O porto de Setúbal continua a refletir o efeito das duas linhas de serviço regular de contentores que ali iniciaram a atividade em dezembro de 2013.

No grupo de líderes, o porto de Sines mantém-se à frente deste segmento de tráfego, com um volume de TEU que representa 47,7% do movimento total, seguindo-se o porto de Leixões com 27% e Lisboa com 20,3%. O peso relativo do porto de Setúbal neste tráfego situa-se em 4,1% do total.

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