Portos portugueses vão fazer compras conjuntas
O objectivo do projecto da Associação dos Portos de Portugal é atingir uma poupança de mais de 4 milhões de euros até 2020, na aquisição de bens e serviços com os ganhos de escala e o aumento do poder negocial.

Os portos portugueses vão passar a fazer aquisições de bens e serviços conjuntas, com o objectivo de atingir uma poupança de 15% até 2020. O presidente da Associação dos Portos de Portugal (APP), Vítor Caldeirinha, explicou ao Negócios que este projecto terá início ainda este ano e vai "gerar economias de escala, aumentando o poder de negociação" das administrações portuárias junto dos fornecedores. Telecomunicações, seguros, viaturas, segurança ou até dragagens são alguns dos bens e serviços que poderão vir a ser adquiridos em conjunto.

Actualmente, os portos nacionais têm custos de fornecimentos de serviços externos da ordem dos 28 milhões de euros por ano. O objectivo de reduzir em 15% estes custos significaria uma poupança da ordem dos 4,2 milhões de euros até 2020. No entanto, já em 2015 o presidente da APP espera que se sinta algum efeito destas sinergias.

Vítor Caldeirinha explicou que estas aquisições conjuntas começarão a ser feitas de forma gradual. A participação de cada porto neste processo é voluntária, ainda que à partida todos devam estar interessados em aderir, tendo em conta o objectivo de redução de custos.
Nesta fase, o grupo de trabalho encarregue deste projecto, liderado por um administrador do porto de Sines, está a proceder ao levantamento em cada porto dos contratos em vigor e dos respectivos prazos. Este levantamento estará a decorrer até ao final do mês do Agosto, sendo o objectivo do presidente da APP que pelo menos um concurso de aquisição conjunta de bens ou serviços seja lançado ainda este ano. No futuro, a intenção é "harmonizar os prazos dos diferentes contratos".

As compras conjuntas são, para Vítor Caldeirinha, "um passo natural" para os portos nacionais, que ao reduzirem os seus custos operacionais contribuem para a diminuição da factura portuária. Tendo em conta o objectivo do Governo com a renegociação das concessões portuárias no sentido de reduzir os custos aos utilizadores dos portos, as administrações portuárias antecipam, com a diminuição dos seus custos operacionais, os efeitos que irão sentir ao nível das receitas.

O projecto destina-se a todos os portos nacionais. Ou seja, para além dos cinco principais - Leixões, Aveiro, Lisboa, Sines e Setúbal - podem aderir ao projecto todos os portos mais pequenos, desde Viana do Castelo, Figueira da Foz ou Algarve até aos dos Açores e Madeira. Actualmente, cada porto tem a sua plataforma de compras de bens e serviços.

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