Administração dos Portos de Sines e Algarve espera ter rebocador em março
O administrador dos portos de Sines e do Algarve estima que até março esteja disponível um rebocador na região algarvia, em permanência, data prevista para a primeira escala de um navio de cruzeiro em Portimão.

Em declarações à Lusa, José Pedro Soares (na foto) explicou que o rebocador - embarcação de apoio às manobras dos navios, mas que pode também ser usada em ações de salvamento ou controlo costeiro -, deverá ser alocado à região em regime de licenciamento, mas em permanência.

"A aquisição não está fora de questão, todas as possibilidades estão em cima da mesa, sendo certo que, para já, e porque é necessário para 16 de março ter já um rebocador disponível, o licenciamento é neste momento uma das ponderações com maior peso", afirmou.

Segundo aquele responsável, no futuro, pode até ser equacionada a hipótese de adquirir um rebocador para o Algarve através de uma candidatura a fundos comunitários, uma vez que o custo daquela embarcação ronda os cinco milhões de euros, valor que neste momento não pode ser suportado pela administração.

De qualquer forma, garantiu, o rebocador ficará no Algarve em permanência, durante todo o ano, ou durante o período de licenciamento que será contratualizado, sendo partilhado pelos portos comerciais de Faro, vocacionado apenas para a carga, e Portimão, cuja principal atividade é o turismo de cruzeiros.

A integração dos portos algarvios na Administração do Porto de Sines deverá permitir avançar com os investimentos de dez milhões de euros no porto de Portimão e de quatro milhões no de Faro, anunciados em agosto passado pelo ministro da Economia, no Algarve.

Segundo José Pedro Soares, os estudos de impacto ambiental prévios à execução das obras deverão avançar de imediato, prevendo-se que demorem entre oito a dez meses, o que significa que as obras previstas para os dois portos só deverão iniciar-se no terreno em 2015.

Os trabalhos a realizar no porto de Portimão incluem a realização de dragagens no canal de navegação, o alargamento do canal e bacia de rotação e o prolongamento do cais, obras que deverão permitir o acesso ao porto de navios de maior porte.

Em Faro está prevista a requalificação do cais, para que dois navios possam operar em simultâneo, o que atualmente não acontece, e também a realização de trabalhos para melhorar a acessibilidade ao canal de navegação.

Na passada semana, o Conselho de Ministros aprovou o diploma que agrega os portos comerciais do Algarve - até agora sob a administração do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) -, e a Administração do Porto de Sines.

No início de janeiro, centenas de passageiros do paquete Funchal que regressavam da Passagem de Ano na Madeira ficaram retidos várias horas ao largo da costa algarvia, porque não havia um rebocador no Algarve para auxiliar na manobra.

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