Terminal XXI pode aumentar para 1,2 milhões de teu já em 2011
A actual crise económica mundial, que está a afectar também o transporte marítimo, não coloca em causa o investimento da PSA na expansão do Terminal XXI de Sines, garante o administrador-delegado da empresa em Portugal.
"Queremos reafirmar o desenvolvimento do Terminal XXI, não obstante a evolução negativa do mercado e o facto de que vários projectos estão a ser postos em questão e estão a ser travados devido à crise global que está a afectar o comércio internacional", salientou, em declarações à “Lusa” Jorge d’Almeida.
A segunda fase da ampliação do Terminal XXI arrancou em Setembro com a colocação
simbólica da primeira pedra das obras, numa cerimónia presidida por José Sócrates.
O projecto em curso visa aumentar a capacidade do terminal para os 800 miol TEU/ano até Dezembro do próximo ano. De acordo com o administrador delegado da PSA Sines, os trabalhos de construção civil e os concursos para aquisição de equipamento respeitantes à ampliação do terminal "estão a avançar a bom ritmo", prevendo-se que, a partir de Abril do próximo ano, "já seja possível acostar simultaneamente dois navios".
"Poderemos também receber navios da última geração, de 14.000 TEU e 16 metros de calado, integrando assim um grupo muito restrito de portos europeus", frisou.
Dependendo da evolução do mercado durante os próximos doze meses, é de admitir ainda, segundo Jorge d'Almeida, que "a capacidade do terminal possa ser aumentada para 1,2 milhões de TEU já em 2011".
O investimento na ampliação da do Terminal XXI está avaliado em 69 milhões de euros, a que acrescem 40 milhões de euros de investimento público.
A PSA Sines está também a fazer um investimento de cinco milhões de euros no alargamento e modernização do terminal ferroviário, que passará a ter mais duas vias ferroviárias, substituindo ainda os actuais reach stackers por gruas dedicadas, para manusear as cargas dos comboios.
Instado a comentar o projecto previsto para o terminal de contentores Alcântara, Jorge
d'Almeida lembrou que "se algum dia se decidir que faz sentido fechar o terminal da Liscont, há capacidade plena em Sines para poder ajudar a resolver a situação".
"Estamos muito à vontade nesse “campeonato”, porque Sines é o único porto em Portugal que permite a entrada dos navios de 9.500 TEU, de última geração. Em Lisboa não entram, porque é fisicamente impossível passar com um navio destes pelo canal", afirmou.

T&N 13-11-08

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