Terminal da Trafaria poderá gerar 194 M€ em receitas
O Terminal de Contentores da Trafaria (TCT) poderá gerar receitas de 194 milhões de euros. De acordo com o Relatório Final do Estudo de Viabilidade do Terminal de Contentores da Trafaria, realizado pela ATKearney e a que a Transportes em Revista teve acesso, em 2048, e pressupondo apenas a existência deste terminal (cenário “0+1”), as receitas dos serviços portuários, onde se incluem as TUP Navio e Carga e os Serviços de pilotagem, deverão atingir os 23 milhões de euros. Já no que diz respeito ao concessionário, as projeções apontam para receitas de exploração, também em 2048, de 171 milhões de euros. Neste mesmo cenário, o estudo prevê custos de exploração do TCT na ordem dos 74 milhões (44 por cento das receitas) e custos para o concedente de três milhões, sobretudo relacionados com a necessidade de reforçar o número de pilotos. Fazendo as contas, quer isto dizer que num cenário de extinção dos terminais agora existentes e de concessão num modelo BOT (Build, Operate and Transfer), o Estado poderá ter, em 2048, proveitos de 20 milhões de euros; enquanto que o concessionário poderá obter 97 milhões de euros.

O Estudo coloca ainda a hipótese de se manterem em operação as três concessões já existentes. Neste cenário, “3+1”, as receitas do Terminal da Trafaria, deverão ficar-se pelos 143 milhões de euros: sendo que 17 milhões de euros são relativos aos serviços portuários e 126 milhões às receitas da exploração. Neste caso, os gastos do concedente baixam para os dois milhões de euros, enquanto as despesas de operação se deverão fixar nos 53 milhões de euros. Os proveitos para o concedente deverão, assim, rondar os 15 milhões de euros, enquanto o concessionário deverá obter 73 milhões de euros.

“O TCT deverá ser viável economicamente, quer para o concedente, quer para o concessionário”, afirma estudo, prevendo Taxas Internas de Retorno (TIR) para o projeto entre os 9 e os 14 por cento, de acordo com o prazo de concessão e cenário (“3+1” ou “0+1”), e para os acionistas entre os 12 e os 28 por cento, para o cenário “3+1” e 0+1”, respetivamente. Face a esta última TIR para o acionista, o estudo considera que “Num cenário 0+1, a concessão do TCT é viável com rendas e um downpayment como contrapartida do tráfego garantido”. Em qualquer caso, note-se que o VAL (valor atual líquido) do projeto nunca é inferior a 31 milhões de euros para o concessionáro e a 94 milhões de euros para o concedente, atingindo um máximo de 776 milhões de euros numa concessão a 60 anos, num cenário “0+1” com rendas e downpayment. Já para o concessionário, a solução com VAL superior é o da concessão a 60 anos, em cenário “0+1”, mas sem rendas ou downpayment.

É ainda de sublinhar que, segundo o estudo, “O TCT deverá gerar 90 M€ de consumos intermédios e contribuir directamente com 35 M€ para o PIB em 2048”. Por outro lado, “A inexistência do TCT ou de terminais em Lisboa poderá onerar a economia regional em ~50-80 M€ por ano”.

Transportes em Revista

© APIBARRA 2007 - Todos os direitos reservados   |   Produzido por ETNAGA