Liscont explica projecto da Zona Portuária de Alcântara
“Lisboa sempre foi, é e deve continuar a ser uma cidade portuária”, foi com estas palavras que Eduardo Pimentel, administrador da Mota-Engil Ambiente e Serviços, se dirigiu aos jornalistas por ocasião da apresentação do projecto de requalificação da Zona Portuária de Alcântara. O investimento de 227 milhões de euros que a Mota-Engil, empresa que detém a Liscont, vai realizar justifica-se porque há clientes que já se queixam que não conseguem trazer navios de grandes dimensões e actualmente todos os armadores investem em navios maiores, explicou Pimentel. “A alternativa que nós temos se pararmos e deixarmos o porto definhar e morrer é transformar Valência no Porto de Lisboa”, revelou.
A questão da proximidade não se coloca em nenhuma cidade da Europa, porque “faz todo o sentido os portos serem o mais perto possível dos centros de consumo”, defendeu Pimentel. Quanto a outras polémicas que têm vindo a público sobre o projecto, Eduardo Pimentel esclareceu que “não existe nenhuma muralha de contentores” e quando se fala do aumento da capacidade para 1 milhão de teus se está a falar em rotação por ano, e não em contentores aparcados. O Terminal de Contentores de Alcântara não vai “crescer em altura”, afirmou, explicando que as obras irão incluir áreas de expansão que permitam rodar os contentores. Para Pimentel, “do lado da cidade a vista vai ficar melhor”, porque se vão demolir armazéns, os quais são mais altos do que os contentores. Ainda este ano irão começar estas demolições, sendo o edifício Bartolomeu Dias o primeiro a desaparecer. Eduardo Pimentel falou ainda da questão do prolongamento do cais, que vai permitir receber navios de maior calado. As obras de prolongamento (500 metros para montante) e o alinhamento do cais, bem como da plataforma ferroviária decorrerão entre 2010 e 2013.
Quanto aos benefícios desta requalificação, foram apontados, por exemplo, a integração de Lisboa na rota dos grandes armazéns, a ligação com as plataformas logísticas por barcaça, a circulação de menos 1000 camiões por dia das estradas devido à melhoria do acesso ferroviário.
“Temos obrigação de começar a fazer estas obras, de acordo com o planeamento. Se me derem instruções contrárias, evidentemente que pararemos”, referiu Gonçalo Moura Martins, administrador da Mota-Engil para a área do Ambiente.

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