Porto de Sines espera movimentar 44 milhões de toneladas dentro de dois a três anos
O Auditório da Administração do Porto de Sines foi palco para a realização da II Conferência da Comunidade Portuária de Sines (CPSI), evento que este ano debateu o tema 'Sines 2020: Pespectivas e Expectativas". O otimismo pautou as intervenções e as metas são bastante ambiciosas: o top três ibérico, os 44 milhões de toneladas no próximo par de anos e os 2,3 milhões de TEU's.
 Lídia Sequeira, presidente da Administração do Porto de Sines (APS) abriu as portas da APS para este evento da CPSI, tal como havia feito no ano passado, e foi das primeiras a falar. Na sua intervenção, a máxima responsável da APS traçou metas bastante ambiciosas, defendendo que nos próximos dois a três anos o porto de Sines deverá atingir os 44 milhões de toneladas, chegando dessa forma ao top3 ibérico. "Dos 22 milhões de toneladas que tínhamos em 2005, passaremos para os 44 milhões nos próximos dois ou três anos. Sines estará entre os três maiores portos ibéricos e entre os maiores portos europeus, esta é uma batalha ganha", referiu a presidente da APS.
 Ao nível dos contentores, recordou que com um milhão de TEU's o porto de Sines será "o maior a nível nacional" mas que isso "é pouco ao nível da ambição": "Temos ambição para ir muito mais além, com o potencial de crescimento que temos poderemos ir mais além do que faz atualmente Antuérpia".
Lídia Sequeira reconheceu, porém, que todo o empenho da APS e dos players do porto de Sines não será suficiente para estas metas ambiciosas se a este porto não for dado o merecido reconhecimento na esfera política: "O que será Sines em 2020 é algo que deve ser pensado e planeado já. O patamar seguinte exige uma visão política, algo que já não está ao nosso alcance". As ligações ferroviárias, claro está, voltaram a ser apontadas como prioridade máxima.
 Destaque também para uma breve referência de Lídia Sequeira aos números do porto de Sines nos primeiros cinco meses do ano: "Este ano será ainda mais importante que o ano passado, esperamos uma taxa de crescimento superior aos 20%, que poderá mesmo chegar aos 25%". Recorde-se que o ano de 2012 já tinha sido de recordes.

Cargonews online 21.06.2013

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