Adjudicado novo cais de cruzeiros do Funchal, obra de 17,8 milhões de euros
O novo cais de cruzeiros do Funchal, obra de 17,8 milhões de euros, foi adjudicado na semana passada, revelou dia 13 à Lusa a presidente da Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM).
"Esta semana já saiu o ofício de adjudicação e a empresa que ganhou o concurso é um consórcio entre a Somague e a Etermar", afirmou a presidente da APRAM, Alexandra Mendonça (na foto), explicando que "não houve reclamações" no decurso da audiência prévia dos concorrentes.
Alexandra Mendonça adiantou que "das empresas admitidas a concurso ganhou a que apresentou o valor mais baixo", explicando que agora segue-se a "tramitação processual", incluindo a submissão ao Tribunal de Contas que, logo que conceder o visto, a obra arranca.
A presidente da APRAM disse acreditar que no primeiro trimestre do próximo ano o investimento vai iniciar.
"Espero sinceramente que os trabalhos se iniciem no primeiro trimestre de 2013", declarou, realçando que esta obra, conjuntamente com a intervenção que está a ser feita nas fozes das ribeiras da capital madeirense, é uma "mais-valia para a cidade do Funchal" e para a sua frente mar.
Alexandra Mendonça acrescentou que com este investimento o cais acostável vai permitir à APRAM fazer uma "grande aposta nos mega iates", um "nicho de mercado" que deve ser valorizado, defendeu.
Ao concurso para a construção do novo cais acostável, cujo preço base era de 18 milhões de euros, concorreram cinco entidades.
Este foi o segundo concurso público para a construção do novo cais acostável do Funchal. O primeiro, aberto no início do ano, foi dado sem efeito, porque as quatro propostas apresentadas ultrapassavam o valor base estipulado no caderno de encargos - então de 15 milhões de euros - em mais de dois milhões de euros.
A empreitada de construção do novo cais de cruzeiros tem uma extensão de 300 metros e vai permitir na face exterior a atracagem de navios de cruzeiro e na bacia interior a atracagem e operação das embarcações das atividades marítimo-turísticas.
O novo cais é uma das intervenções previstas para a zona do depósito de inertes -- criado na sequência do temporal de Fevereiro de 2010 - que o Governo da Madeira anunciou em Fevereiro do ano passado.
Numa informação colocada então no sítio da Internet da presidência, o executivo insular esclareceu que, "face ao elevado volume de material depositado", foi decidido "não retirar dali os inertes (por forma a evitar o elevado custo e fortes perturbações da passagem de centenas de camiões através da cidade)", mas "contê-los com recurso a um novo cais acostável, por forma a salvaguardar a operacionalidade do porto e, ao mesmo tempo, valorizar urbanística e paisagisticamente o terrapleno assim constituído".
Segundo o Governo Regional, "o terrapleno constituído pelo depósito de inertes será valorizado com uma grande praça, na zona frontal à Assembleia Legislativa, e a área restante como extensão da zona de lazer da avenida do Mar e usos múltiplos".
As intervenções incluem a alteração da praça da Autonomia, dado que as ribeiras de João Gomes e Santa Luzia serão ligadas numa única foz, e a execução, a leste da foz e até ao Forte de São Tiago", de uma proteção marítima, permitindo a criação de "praias de calhau rolado".

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