Portos mantêm subida apesar da longa greve
O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) é claro, na análise mensal relativa a outubro do movimento de navios, mercadorias e contentores nos portos do continente:
“O IPTM anuncia uma evolução positiva no mês de Outubro, na ordem de 3,6% em termos homólogos, na tonelagem global dos portos do continente. Para tal evolução contribuiu o comportamento positivo dos portos de Sines, Leixões, Figueira da Foz e Aveiro, que compensou o desempenho negativo dos restantes portos do sistema [Lisboa e Setúbal], devido em grande parte às greves”.
As greves foram compensadas, apesar de durarem há quase três meses, nos portos de Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa e Setúbal, uma vez que têm sido apenas a um dos turnos – às horas extraordinárias. O Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul confirma a nova greve até ao dia 24 e a manutenção da luta por “via jurídica, política e sindical”, uma vez que o Governo aprovou, ontem, com o apoio do Partido Socialista, as alterações à lei dos portos.
A requisição civil, reclamada há mais de um mês por algumas empresas exportadoras será “a última forma de resolver” o problema colocado pela greve dos estivadores dos portos de Lisboa Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz.
A garantia foi dada pelo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, durante a visita que efetuou, ontem, ao porto de Leixões.
“A maioria dos portugueses representados no parlamento está de acordo com a reforma”, referiu o governante.
“Só falta uma fação”, apontou, assegurando que “o caminho é feito de soluções negociadas com os que querem trabalhar e manter os seus postos de trabalho”. Nas entrelinhas, a mensagem de Álvaro Santos Pereira, esta semana, quando admitiu que poderá haver despedimentos nos portos e que essa decisão cabe aos operadores.

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