Presidente dos Portos do Douro e Leixões renuncia ao cargo e lamenta "indefinição" no setor
O presidente da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), Matos Fernandes, renunciou ao cargo na quinta-feira e lamentou "profundamente" a "ausência de decisões nas restantes empresas do setor".
 "A ambição de Leixões não é compatível com a indefinição de mandatos e a minha saída, voluntária, tem como objetivo garantir a nomeação de um novo conselho de administração a 21 de maio", afirmou o gestor, em declarações escritas à agência Lusa.
 No texto enviado, Matos Fernandes manifesta-se "profundamente" preocupado com "a ausência de decisões nas restantes empresas do setor" e sustentou não ser "razoável que aqui não haja uma decisão". Noutro passo da missiva de renúncia, Matos Fernandes afirma que "a ambição de Leixões não é compatível com a indefinição de mandatos".
 
Reacções:
 
Rui Moreira, o presidente da Associação Comercial do Porto (ACP), lamentou hoje "profundamente" a renúncia de Matos Fernandes à presidência do Porto de Leixões e criticou a "indefinição" do atual Governo "em todo o setor dos transportes".
 "Lamento profundamente a saída do engenheiro Matos Fernandes. Foi um extraordinário presidente da APDL [Administração dos Portos do Douro e Leixões], que soube modernizar e continuar o trabalho do seu antecessor", sustentou Rui Moreira em declarações à agência Lusa.
 
Guilherme Pinto, presidente da C.M. de Matosinhos considerou a renúncia de Matos Fernandes como algo "muito negativo para o norte" e garantiu que o principal responsável pela sua demissão é o ministro da Economia, acusando-o de "não conseguir dar conta de tudo o que tem à sua responsabilidade".
 "Esta é uma notícia muito triste para Matosinhos. Com esta demissão o norte fica mais pobre e o porto de Leixões fica à deriva e tudo por causa dos incompetentes que existem no ministério da economia", afirmou o autarca socialista.
 
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