Dragagens da zona de navegação concluídas no porto de Viana do Castelo
As dragagens da zona de navegação no porto de mar de Viana do Castelo, agora mais profunda e para servir as exportações da alemã Enercon, estão concluídas e esta semana o mesmo acontecerá com o canal de acesso.
A informação foi avançada esta quarta-feira à Agência Lusa pelo administrador do porto de mar, Vasco Cameira, que explicou que no cais do Bugio, entre os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e as instalações fabris da multinacional de componentes eólicos, as dragagens foram concluídas nos últimos dias, permitindo estabelecer uma zona de profundidade de 5,50 metros.
"Prosseguem as dragagens no respetivo canal, flanco poente, que deverão ficar prontas ainda esta semana", acrescentou o administrador.

Toda a operação consiste na retirada de 45.000 metros cúbicos de inertes e custará 270 mil euros, sendo descrita como vital, tendo em conta a pretensão da Enercon, que quer incrementar as exportações a partir da margem direita do rio Lima, onde está instalada.
Os trabalhos arrancaram em meados de dezembro mas foram suspensos durante 15 dias, em janeiro, tendo em conta as condições atmosféricas.

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A necessidade destas dragagens tem vindo a ser reclamada pela Enercon, líder mundial na produção de componentes e geradores eólicos, que pretende aumentar a exportação a partir de Viana do Castelo.
Para tal, necessita, segundo o administrador da empresa em Portugal, de "melhorar a competitividade logística" destas operações, através da carga de componentes diretamente para os navios que atracam no cais na margem direita.

Até agora, apenas os navios com menor calado, e portanto menor capacidade, podiam operar no cais da empresa, pelo que o processo tinha de ser concluído na margem contrária, onde funciona o porto da cidade.
Segundo Francisco Laranjeira, este canal evitará o constante trânsito de viaturas pesadas de grandes dimensões pelo centro da cidade, "apenas" para passarem para a outra margem, onde o canal de navegação permite a atracagem de navios maiores.

Este canal de navegação ficará agora com um mínimo de 5,50 metros de profundidade, permitindo a operação de navios de maior calado, também na margem direita do rio Lima.
"Um pouco mais [de profundidade], portanto, do que a própria Enercon pediu", sustenta Vasco Cameiro.
Com 1.400 postos criados nos últimos cinco anos, a Enercon é já o maior empregador privado da região e tem em funcionamento unidades industriais distribuídas pelo parque empresarial da Praia Norte e de Lanheses, com fábricas de pás de rotor, torres de betão, mecatrónica e aerogeradores.

Desde julho de 2011 que está a incrementar a exportação, com a partida semanal de dois navios do porto local para toda a Europa e Brasil, e a expectativa é a de aumentar esse volume depois de realizadas dragagens na entrada da foz do rio Lima.
"Para que os navios que possam cá vir, sob o ponto de vista da logística, sejam mais competitivos. A Enercon quer ter a capacidade de produzir bem e exportar em condições competitivas", sublinhou Francisco Laranjeira, administrador da empresa em Portugal.

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