Porto de Leixões com o melhor ano de sempre
O Norte exportador olha-se ao espelho do Porto de Leixões e recebe uma imagem muito lisonjeira. 2011, o ano zero da grande e terrível crise que ninguém sabe quando nem como acabará, foi o melhor ano de sempre daquela infraestrutura portuária. Até apetece citar o saudoso Fernando Pessa: "E esta, ein?!
No ano passado, o porto de Leixões bateu o recorde de mercadorias movimentadas (16,3 milhões de toneladas), o que representa um crescimento de 12%, o que é fantástico em ambiente de recessão.
Ainda por cima, este crescimento é virtuoso, porque é rebocado pelas exportações, que subiram 27,3%, e não pelas importações, que registaram uma progressão bastante modesta (2,7%) e são, no essencial, constituídas por matérias-primas que depois de receberem valor acrescentado nacional são reexportadas - a siderurgia importa sucata e exporta aço, a Portucel importa estilha (aparas de madeira) e exporta papel, a Galp importa petróleo e exporta gasolina e aromáticos, a Barbosa & Almeida importa casco de vidro e exporta garrafas e assim por diante.
Não importa o lado por que é analisado, o desempenho do porto é sempre positivo, com crescimentos significativos em todas as esferas de actividade: a carga geral fracionada aumentou 56% (sendo que dois terços desta progressão dizem respeito à exportação), os granéis sólidos 12% e a carga contentorizada 8%, o que permitiu ao porto estabelecer um novo máximo de 512 mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit, ou seja, o equivalente a um contentor de 20 pés).

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