Porto de Sines inicia dragagem para receber os “megacarriers” de 18.000 TEU
O Porto de Sines prepara-se para receber os ULCS (Ultra Large Container Ships) de 18.000 TEU que os grandes armadores contemplam actualmente nas suas carteiras de encomendas e que chegarão ao mercado nos próximos anos. É este o grande objectivo que norteou a decisão de dragar os acessos marítimos e a zona de manobra ao Terminal de Contentores (TXXI) para os 17,5 m ZH, permitindo continuar a manter Portugal na primeira divisão do campeonato mundial do shipping de contentores.
O Porto de Sines já recebe, semanalmente, os maiores navios porta-contentores em operação no mundo, na ordem dos 14.000 TEU e calados máximos de 15,5 e 16 metros. Com este aprofundamento do canal e da zona de manobra do TXXI, o Porto de Sines ficará preparado para receber os maiores navios actualmente encomendados que terão calados máximos entre os 16 e os 17 m, como é o exemplo da gama Triple EEE da Maersk com porte de 18.000 TEU.
Os trabalhos de dragagem tiveram início no passado dia 25 de Novembro com a utilização de uma draga de alta capacidade, que permitirá aprofundar o fundo rochoso e remover a rocha retirada. É uma operação que se realiza uma única vez e fica com caracter definitivo, uma vez que este porto não está sujeito a assoreamento.
Trata-se da draga “Athena”, equipamento de última geração, que realiza em Sines a sua viagem comercial inaugural, sendo por este motivo acompanhada por uma equipa de cerca de 100 engenheiros que estarão presentes ao longo de toda a operação em Sines. Esta embarcação tem uma tripulação total de 50 pessoas e permite realizar dragagens até uma profundidade de 32,4m e expelir o material através de uma conduta de 1.000 mm de diâmetro com auxílio de 3 bombas de 5.000 KW, uma das quais submersa, apresentando uma potência máxima de corte instalada de 7.000 KW.
De referir que estes trabalhos de dragagem enquadram-se no âmbito da empreitada de ampliação do molhe leste, investimento de 40 milhões de euros da responsabilidade da Autoridade Portuária, que a realiza sem recurso ao Orçamento de Estado nem a financiamento bancário. Com esta empreitada, que tem uma dupla actuação no terreno, ficam também criadas as condições para a expansão prevista do terminal de contentores até ao máximo da sua capacidade.

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