Marrocos e Açores podem ser novas rotas desde Portimão
“Há empresários portugueses que estão interessados em constituírem-se como armadores de cruzeiros e iniciarem, a partir do Porto de Portimão, rotas para o sul da Europa, norte de África e ilhas atlânticas”, revelou, em entrevista ao Barlavento, Graco Trindade, chefe do Departamento de Pilotagem da Autoridade Portuária.
Os interessados são investidores portugueses que, após terem visitado o porto e verificado as suas condições, manifestaram motivação para criar rotas no verão, servidas por um navio para 500 passageiros. No inverno, a ideia seria procurarem outros destinos, onde a atividade fosse exequível, diversificando a oferta.
O objectivo seria aproveitar as condições para tornar o espaço em Portimão num porto turn-around, ou seja, de começo e término das rotas. Por sua vez, seriam integrados nos itinerários portos como os de Lisboa, Leixões, Açores, Funchal, outros da Península Ibérica, Canárias e norte de África.
“Esta possibilidade, que seria benéfica para a economia local, dá-nos a perspectiva de alargar uma experiência que já tivemos no passado, pois agora temos sido somente um porto de passagem”, sublinhou Graco Trindade. Por outro lado, “saber que um empresário português quer investir neste porto deixa-nos satisfeitos e tudo faremos para o sucesso dessa operação”.
É que a indústria dos cruzeiros, que mostra uma tendência de crescimento, é apoiada em armadores norte americanos, ainda que a construção naval seja europeia. Por isso, na visão de Graco Trindade, Portugal teria todas as vantagens em ter uma frota própria, começando a construir navios, apetrechados por empresas portuguesas.

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