Brasil pondera criar hub para a Europa em Sines
O Brasil está a analisar a criação de um entreposto comercial em Sines para aumentar o comércio de contentores para a Europa, segundo revelou o embaixador do Brasil em Portugal.
 "Estamos interessados em ver a possibilidade de aumentar o comércio de contentores com Portugal, com vista ao mercado interno, mas também com vista a outros territórios dentro da Europa", disse hoje, em declarações à agência Lusa, o embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva.
 O representante da diplomacia brasileira em Portugal esteve hoje na cidade alentejana, onde reuniu com o presidente da aicep - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta, bem como com a administração do Porto de Sines, com o objetivo de conhecer a Zona Industrial e Logística e a infra-estrutura portuária.
 Mário Vilalva referiu-se à criação de um entreposto comercial em Sines como uma "possibilidade concreta", que está a ser analisada, mas também como um "sonho antigo que existe no Brasil" e que agora está "mais perto de se concretizar".
 A participação no "desenvolvimento da própria infra-estrutura de logística" também é uma possibilidade, não só do porto em si, mas de "tudo aquilo que leva o porto a outros lugares", avançou ainda o embaixador, mostrando interesse na construção da nova ferrovia entre Sines e Espanha.
 
Colaborar na ligaçáo ferroviária é possibilidade
 "Se há uma ideia de se fazer uma ferrovia nova, o Brasil também pode participar na construção desta nova ferrovia, que obviamente diminuiria muitos dias de entrega de produtos, não só no mercado português, como também por toda a Espanha", disse.
 Esta é uma das formas do Brasil colaborar com Portugal, num momento de dificuldades para o país, respondeu, quando questionado se o actual governo continua disponível, como tinha assegurado o anterior presidente, Lula da Silva, para "ajudar Portugal".
 "O Brasil não tem condições para ajudar Portugal ou outros países, ainda é um país pobre, mas nós temos condições de colaborar neste momento de dificuldades e é o que estamos fazendo", disse, acrescentando que a sua deslocação a Sines "é uma manifestação nesse sentido".
 "Podemos colaborar incrementando o nosso fluxo de comércio, de investimento", destacou, sem se querer manifestar sobre a hipótese de o Brasil vir a comprar dívida pública portuguesa, remetendo essa decisão para o Banco Central Brasileiro, que, sublinhou, é independente do Governo.

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