Altri defende terminal portuário na margem sul do Mondego
O presidente da Altri, Paulo Fernandes, defende a construção de um terminal portuário na margem sul do Mondego, que possa servir a indústria pesada situada no sul do concelho da Figueira da Foz.
As principais unidades industriais do concelho - como a celulose Celbi, detida pela Altri, ou a Soporcel - estão na margem sul mas o porto da Figueira da Foz fica na margem norte, junto à cidade, situação considerada anacrónica por Paulo Fernandes.  "É um anacronismo, uma coisa difícil de entender. A grande indústria da Figueira, com um movimento logístico importante, está situada na margem sul do Mondego e o porto na margem norte, praticamente em cima da cidade", disse à agência Lusa Paulo Fernandes. O responsável frisou ver "com muito bons olhos" um investimento num terminal portuário na margem sul, com acesso rodoviário e ferroviário.
O líder da Altri referiu que actualmente existem problemas ao nível do escoamento da produção de pasta de papel Celbi para o porto da Figueira da Foz. "Temos um terminal ferroviário mas gostaríamos de ter uma linha de caminho de ferro para expedir directamente a nossa mercadoria para o porto da Figueira da Foz, coisa que hoje ainda não é possível em custos competitivos", argumentou.
Disse ainda que a estrutura portuária necessita de "completar os investimentos, nomeadamente nos molhes", aludindo à obra de prolongamento do molhe norte, actualmente em curso, que vai permitir melhorar as condições de acesso ao porto.
"Temos muitos dias de mau tempo em que os navios não podem carregar e isso afecta muito a qualidade e o custo da nossa logística", referiu Paulo Fernandes.
"Bastante positivos" foram os investimentos realizados nos últimos anos nas acessibilidades rodoviárias e melhoria da rede viária, como as auto-estradas A14 e A17, troço do IC8 de ligação à auto-estrada do Norte (A1) ou as obras nas pontes que fazem a travessia do Mondego.
"Recebemos grande parte da nossa matéria-prima via camião e, de facto, os acessos aqui eram perfeitamente insuportáveis. Nos últimos seis anos houve uma grande melhoria", afirmou.
Asobras de modernização e expansão da Celbi, um investimento de 350 milhões de euros que permitiu duplicar de 300 para 600 mil toneladas a capacidade produtiva da unidade industrial de pasta de papel, incluem a construção de um ramal ferroviário interno.

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