NovaAlcântara relança capacidade do Porto de Lisboa
O Governo apresentou, em cerimónia que decorreu na Gare Marítima de Alcântara, o projecto NovaAlcântara, um investimento de 407 milhões de euros (227 milhões são investidos pela Liscont e outros 180 pela Refer e APL). Este plano divide-se em duas grandes intervenções, uma de cariz ferroviário, e outra de carácter portuário, que prevê a ampliação do terminal de contentores de Alcântara, e cujas obras arrancam já, prevendo-se a sua conclusão em 2013.
O primeiro-ministro José Sócrates, que falava no final da sessão de apresentação do projecto, considerou que o mesmo «acabará com um dos principais bloqueios económicos e de mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa».
A intervenção portuária consiste na ampliação, reorganização e reapetrechamento do terminal de contentores de Alcântara, tendo como objectivo atingir uma capacidade de um milhão de TEU'S (um TEU equivale a um contentor de 20 pés) por ano. «Hoje temos uma movimentação de cerca de 270 mil TEU'S por ano, estamos a aumentar a capacidade para um milhão de TEU'S, o que permite quase quadruplicar a movimentação de carga no Porto de Lisboa», defendeu Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes.
A intervenção implica, ainda, o melhoramento das acessibilidades marítimas, a criação de uma zona de acostagem e operação de barcaças e um feixe de mercadorias (doca seca). Junto à Gare Marítima de Alcântara será construída uma nova estação ferroviária para mercadorias, abaixo do nível do solo, que terá ligação ao futuro nó ferroviário de Alcântara.
Segundo Ana Paula Vitorino, a intervenção ferroviária incluirá uma ligação da linha de Cascais à linha de Cintura, em túnel, permitindo a continuidade dos serviços urbanos de passageiros, entre as duas linhas, até à Gare do Oriente, e contempla a construção de uma nova estação subterrânea em Alcântara-Terra.
Para a promoção da Intermodalidade serão estabelecidas ligações por via ferroviária e fluvial às principais plataformas logísticas de Lisboa, como Castanheira do Ribatejo, Poceirão e Bobadela.
«Um grande benefício desta intervenção é a modernização e o aumento de competitividade, capacidade e eficiência do Porto de Lisboa e a melhoria da sua internacionalização», sublinhou. Segundo Ana Paula Vitorino, «com a ferrovia e o transporte fluvial, vamos evitar o crescimento de cerca de mil camiões por dia nas nossas estradas e logo a diminuição dos impactes em termos de emissões de CO2».  
 
Webletter APL n.º 7

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