Economistas sucedem a engenheiros no ministério que tutela os Transportes
O novo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, 55 anos, é doutorado em Economia e ex-presidente do Conselho Directivo do Instituto Superior de Economia de Lisboa (ISEG), onde era professor associado do departamento de Economia até à sua nomeação. É ainda presidente do CEDIN - Centro de Estudos de Economia Europeia e Internacional do ISEG e coordenador científico do mestrado e do curso de Pós-graduação em Estudos Europeus. Além da carreira universitária em Portugal, António Mendonça tem uma vasta experiência universitária no exterior, tendo sido professor convidado da Faculdade de Direito, de Economia e Gestão da Universidade de Orléans, em França, da Universidade Federal Fluminense e da Universidade Federal da Paraíba, no Brasil. Foi um dos subscritores de um recente "Segundo manifesto a favor das Obras Públicas", como o novo aeroporto de Lisboa, o TGV e as novas auto-estradas, publicado em Julho passado.
O restante gabinete já está completo, contando dois secretários de Estado: Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos, da tutela dos Transportes, secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, que transita do anterior ministério com a mesma pasta, e Carlos Henrique Graça Correia da Fonseca, secretário de Estado dos Transportes, também ele, como a figura máxima deste ministério, economista e docente do Instituto Superior de Economia de Lisboa (ISEG). Especializado em Economia dos Transportes, foi designado delegado do Governo junto da Tertir em 1997. É consultor de Transportes e Infra-estruturas do Banco Mundial, e foi coordenador do Plano Estratégico dos Transportes, um documento elaborado a pedido do anterior Governo. Tem diversos artigos assinados no suplemento mensal "Transporte Publico - Mobilidade Inteligente", de que é editor, distribuído com o Diário de Notícias, e é um dos vogais do conselho de administração da Associação Portuguesa do Veículo Eléctrico (APVE). É igualmente subscritor do já citado segundo manifesto a favor das grandes obras públicas e integrou, com outros notáveis da área de transportes, uma comissão para avaliar a necessidade da terceira travessia ter a componente rodoviária.

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