| Tribunal de Contas: Negócio do Terminal de Alcântara é ruinoso para o Estado |
O relatório final do Tribunal de Contas acusa o contrato de exploração do terminal de contentores de Alcântara de só favorecer os interesses da Liscont, a empresa do grupo Mota-Engil, adianta a edição do semanário "Sol". Segundo o relatório, o acordo firmado entre o Governo e a Administração do porto de Lisboa com a empresa, que prevê a concessão sem concurso público alargada até 27 anos, é ruinoso para o Estado e não acautela o interesse público, uma conclusão que confirma o parecer do relatório preliminar de Outubro de 2008. Os juízes que elaborarem o parecer afirmam ainda que o contraditório enviado ao TC pelo Governo e pela APL só vieram reforçar a opinião que agora é transcrita no relatório final e até chegaram a aumentar a desconfiança sobre a validade do negócio.
Morais Rocha: "Terminal de Sines também foi adjudicado directamente"
Morais Rocha, que preside à Liscont, concessionária do terminal de contentores de Alcântara, questionou a polémica em torno do prolongamento da concessão sem concurso público, afirmando que a gestão do terminal de Sines também foi adjudicada directamente. "Não percebo tanta coisa em relação ao prolongamento de uma concessão que está a decorrer, que está em desenvolvimento, quando aqui há 15 anos não houve concurso público para a concessão do terminal de Sines, um terminal novo em que até havia empresários portugueses [interessados]", disse à agência Lusa Morais Rocha, presidente da Liscont, empresa do grupo Mota-Engil com a concessão do Terminal de Contentores de Lisboa.
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