Rebonave forma Port Towage Lisbon com empresa holandesa

A Rebonave e a holandesa Iskes Towage & Salvage constituíram, com capital misto em partes iguais, a Port Towage Lisbon (PTL), uma nova empresa de reboques marítimos vocacionada para assistir navios no porto de Lisboa. A partir de 1 Janeiro de 2017, a empresa passará a operar com uma frota partilhada de quatro reboques, 24 horas por dia, sete dias por semana.

A sede da PTL será em Setúbal, nas instalações da Rebonave, que fornecerá inicialmente a maioria da frota (três navios), mas está previsto que sejam dois de cada uma das fundadoras. Todavia, apurámos junto de José Costa, Director-Geral da Rebonave, que a partilha de frota pode ocasionalmente ser diferente, sem que isso constitua obstáculo ao funcionamento da PTL.

Segundo informam as empresas em comunicado, a PTL reúne a experiência da Rebonave “em operações portuárias, particularmente em Setúbal e Lisboa” e da Iskes Towage & Salvage “noutros portos europeus de grande dimensão, como o porto de Amsterdão”, para dar “uma resposta alternativa, competente e de qualidade, ao mercado de serviços de reboque portuário, num regime de competitividade saudável”.

Para a empresa portuguesa, esta parceria tem a vantagem de a agregar a uma rede internacional de empresas de reboque marítimo, “que deverá ter um crescimento exponencial em 2017”, de acordo com José Costa.

A Iskes Towage & Salvage foi fundada em 1928 por Jacob Visser, que começou por manter um negócio de transporte de passageiros por ferry antes de se dedicar ao reboque de barcaças com carvão destinadas à siderúrgica Hoogovens en Staalbedrijf, hoje Tata Steel. O negócio dos reboques conheceu um impasse com a II Guerra Mundial, mas depois disso, com o desenvolvimento da pesca, ganhou novo dinamismo.

Em 1968, Ben Iskes adquiriu a companhia. Nascido numa família ligada à actividade marítima, começou a carreira como marinheiro em rebocadores, quer na Holanda, quer no estrangeiro, até comprar a companhia fundada por Jacob Visser. Mais tarde, o seu filho Jim começou a trabalhar na empresa, inicialmente como mestre de um rebocador e depois cada vez mais envolvido na gestão, na qual foi assumindo a posição do pai.

Actualmente, a empresa mantém-se como companhia familiar, com uma frota de vinte rebocadores activos nos portos holandeses de Amesterdão e Roterdão, bem como noutros pontos do mundo, “realizando operações oceânicas na América Central e do Sul na Ilha de Aruba, no Caribe, e na Guiana Francesa”, segundo informa em comunicado.

A Rebonave também é uma empresa familiar, fundada em 1989, e tem actualmente uma frota de onze rebocadores com actividade nos portos de Lisboa, Setúbal e em particular no Estaleiro Naval da Lisnave, realizando operações costeiras, oceânicas, e de resgate/salvamento. Conforme informa, “detém uma participação na Reboport, empresa concessionária do Porto de Sines, com uma frota de 6 rebocadores”.

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