AGEPOR debateu Novo Ciclo dos Portos Portugueses

Terminaram esta segunda-feira os dois dias de trabalhos de novo Congresso da AGEPOR, que este ano se propõs debater o Novo Ciclo dos Portos Portugueses - um ciclo que terá que passar por investimentos para dar continuidade a uma trajetória de crescimento do sistema portuário nacional.

De Norte a Sul, vários são os Portos onde se identificam, há muito, necessidades urgentes de aumento de capacidade que não limitem um crescimento do qual tanto se orgulha o setor. De Leixões a Sines, passando por Aveiro, Viana do Castelo, Figueira da Foz ou Lisboa, vários são os terminais específicos a trabalhar muito perto da capacidade instalada. De um paradigma de crescimento contínuo e recordes anuais sobre a capacidade instalada, passa-se a um momento de necessária intervenção.

Rui d'Orey, presidente da Associação dos Agentes de Navegação de Portugal foi a voz que abriu os trabalhos e justificou a escolha do tema, considerando este um momento onde se identificam ameaças mas também oportunidades: «Temos aqui a oportunidade e ao mesmo tempo o desafio de continuar no tempo do crescimento extraordinário e dos melhores anos seguidos». Mas, recorda, «há necessidade de investimento em muitos portos portugueses».

«Precisamos que o poder político responda a essa necessidade de um novo ciclo de investimentos», acrescentou o presidente da AGEPOR, dando exemplos concretos tais como a importância de «deixar a PSA Sines crescer» ou de um novo terminal contentorizado em Leixões.

Rui d'Orey salientou, por tudo isso, que é necessária «coragem política e imaginação», salvaguardando, porém, que não se pode «colocar em causa a concorrência e o bem público». Mas até aí vê novas oportunidades: «Temos um instrumento adicional, que é a AMT, um elemento adicional de regulação e que pode muito bem gerir esses equilíbrios».

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